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    EMOÇÃO MARCA TARDE DE DESPEDIDA DE HADDAD

    A cerimônia marcou a despedida de Fernando Haddad do governo e a posse dos ministros Aloizio Mercadante, na Educação, e Marco Antonio Raupp, na Ciência e Tecnologia, mas o grande homenageado pela presidente Dilma Rousseff foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou ao Palácio do Planalto nesta terça-feira. Dilma disse que Lula foi o responsável por mudar a história da educação no Brasil.

    - O presidente Lula foi grande responsável por esse imenso esforço que foi mudar a trajetória e a história da educação brasileira – disse a presidente.

    Dilma abriu seu discurso fazendo uma “saudação especial ao nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva” e disse que era uma honra recebê-lo pela primeira vez no Palácio. Na realidade, Lula já estivera no Planalto depois de deixar o cargo, no velório do ex-vice-presidente José Alencar, em março do ano passado.

    - Para mim é uma honra que seja neste momento que pela primeira vez o nosso querido presidente Lula volta ao Palácio do Planalto – disse Dilma.

    A presidente, com fama de durona, reconheceu que, após a emoção de Haddad e Mercadante, também poderia chorar.

    - Com o passar do tempo a gente fica um bando de chorões. O ministro Haddad chorou praticamente, o ministro Mercadante… Eu também posso ser obrigada a não conter as lágrimas e chorar. O presidente Lula sempre me disse: pode chorar que não faz mal nenhum – afirmou Dilma.

    No discurso, a presidente disse que estava em um momento “muito casadoira”, ao pregar a parceria entre educação e ciência e tecnologia. Depois das empresas com a pesquisa científica.

    - Esta cerimônia é especial, porque nós sabemos o que significa educação e ciência e tecnologia na trajetória de nosso governo, significa oportunidade de futuro. Nós somos um país, no momento, muito especial. Recebemos este momento especial do presidente Lula, que mudou de forma significativa a qualidade do desenvolvimento econômico no Brasil. Viemos de um processo muito perverso, um processo com dificuldade de gerar emprego e renda. A grande mudança trazida pelo presidente Lula foi o casamento entre educação e ciência e tecnologia – disse.

    Dilma disse que Lula foi o responsável pela estratégia de colocar a educação da creche à universidade:

    - Incrível que precisou chegar um retirante do nordeste, sem curso universitário pra fazer isso

    Ao destacar o trabalho de Haddad, Dilma voltou a defender o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas admitiu que o programa “tem deslizes”. Segundo Dilma, o Enem é necessário para a implantação do ProUni, do ReUni e do Brasil sem Fronteiras. Mas, disse ela, um programa, que abrange milhões de pessoas tem desvios, e o governo vai corrigi-los.

    - Não estou aqui fazendo a defesa do Enem por princípio de teimosias, mas estou defendendo o Prouni, o ReUni e o Ciência sem Fronteiras. Meu governo fará o possível e o impossível para melhorar o Enem – disse.

    Dilma disse que o novo ministro da Educação é um exemplo de bom gestor e destacou que Mercadante “é obstinado e obcecado pelo que faz”. Para a presidente, a troca de ministros não interromperá os projetos desenvolvidos em parceria pela Educação e a Ciência e Tecnologia, pois Mercadante trabalhou na construção desse casamento. A Raupp, Dilma deu a missão de construir a ponte entre as empresas e as universidades para o desenvolvimento de pesquisas científicas.

    Ao se despedir de Haddad, que deixa o governo para disputar a prefeitura de São Paulo, Dilma afirmou estar feliz e infeliz ao mesmo tempo:

    - Sempre que uma pessoa talentosa está indo para outro desafio e vai além de seu tempo. Fico feliz por ele (Haddad). Ao mesmo tempo fico infeliz porque é um excelente gestor, um grande educador e um amigo querido (que sai). Lamento muito não poder contar com ele, mas ele pode ter certeza que o Mercadante estará à altura. E prometo impulsionar o Mercadante para ele ficar mais alto.

    Dilma finalizou o discurso, agradecendo “a presença do inesquecível presidente Lula”.


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